pérolas do millôr_1

olha,
entre um pingo e outro
a chuva não molha.

rede do bem

meu amigo Marcelo perdeu seu cachorro Café na sua própria rua. alguém pegou, pois era um lindo border collie marrom. imediatamente ele postou no facebook com fotos e tudo e uma grande rede de pessoas se uniram, postaram fotos do Café em suas próprias páginas e um site chamado Cachorro Perdido também publicou o telefone do Marcelo.

as filhas do meu amigo estavam desesperadas. quem tem cachorro sabe. em algumas horas o Café foi encontrado por um menino, que telefonou para o Marcelo e o cão já está com sua família.

viva a internet!

que preguiça....

começo de ano devia vir embalado em uma rede.
pra lá e pra cá
vendo janeiro passar.


lendo uma revista

dessas femininas, e vi uma frase de um escritor/dejay carioca chamado Rodrigo Penna

"a intuição é ainda o melhor dos ventos"


2013

depois da praia e do calor que berrou nos últimos dias do ano,
depois do mar manso e do mar bravo,
das ondas que falavam baixinho e das ondas loucas, histéricas e estrondosas,
depois da areia branca e pelante, da chuva rápida de pingos grossos,
depois das cadeiras de praia e do frescobol jogado mal,
depois das velas,
depois dos peixes,
depois de 11 horas de engarrafamento, numa estrada que dura 3 horas,
depois de tantos depois,
cá estou.
em minha casa,
em minha são paulo.
cidade querida.
nunca foi tão bom voltar.
nunca foi tão bom recomeçar.
bem-vindo ano novo.

alta literatura


no meu aniversário ganhei Mrs Dalloway de um amigo querido. foi um presente descobrir a grandeza de Virginia Woolf. tinha lidos uns contos dela, mas tudo meio disperso, sem entrar completamente. agora percebi. encontrei uma ligação entre ela e a minha autora preferida: Clarice Lispector.
as duas vasculham as entranhezas nossas. as duas contam as histórias que se passam dentro,
não necessariamente fora de nós.

quando Mrs Dalloway foi lançado, nos anos 1920, a crítica desceu a lenha, dizendo que não era um romance propriamente, pois não haviam acontecimentos. não havia história.
depois perceberam e hoje consideram como um dos livros fundadores do modernismo.


cada vez mais eu tenho para mim que a grande história é mesmo íntima. 

lendo....