made in copy

acho incrível esses sites de tendências que pululam por aí e pelos quais se paga algumas centenas de milhares de dólares por ano para saber que tipo de texturas estão se usando nos tecidos dos sofás em dublin; ou qual a cartela de cores da suvinil de amsterdã ou ainda qual a novidade nas embalagens de shampoos anti-pulgas para cachorros. um deles é o wgsn ou world global style network. é bacana, porque tem gente espalhada no mundo todo, andando pelas ruas em busca de novas tendências estéticas. são raios x do novo que compilam seus furos de reportagem em uma linguagem simples e clara. se, por um lado, eu acho legal, afinal chega tudo mastigado para você - uma espécie de clipping das novidades - por outro lado acho um problema pois as pessoas não usam essas informações como referência ou inspiração para criar, mas sim para copiar. e aí é que está o xerox da questão. é por isso que vivemos num mundo de cópias tão descaradas e - muitas vezes - absurdamente mal-feitas.

um dia desses uma amiga foi em uma famosa loja de moda procurar um vestido para um casamento. chegou lá e viu um vestido exatamente igual a outro que ela havia visto em outra loja na semana anterior!! só mudava o tecido e uma correntinhas extras que a estilista costurou, para aliviar o arrependimento da cópia. pois bem, a minha amiga pediu para experimentar o vestido, no que a vendedora pega um interfone e fala para a moça do segundo andar: - desce aquele vestido Stela Mc Cartney, por favor? Cor creme, tamanho 38. Detalhe a loja não era da Stela Mc Cartney - mas o desenho do vestido parece que sim. Ou seja, as duas confeções copiaram a criação da filha do ex-beatle. ora, ora, ora, aí já é o fim, não é mesmo. assine por favor em duas cópias. precisa reconhecer firma? não, não precisa, vale cópia simples, mesmo.

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